• Maria Emília de Altavila

A Reinvenção das Firmas de Auditoria




Ao longo dos séculos a profissão contábil sempre foi mutável e em adequação às novas formas e modos de comunicação humana. Seja de José no Egito às Firmas de Auditoria atuais, não resta dúvida que a remodelação da atividade é uma conjuntura.

Nesse sentido, uma inquietação na classe contábil tem apontado dificuldades e desafios das Firmas do setor – altamente regulamentadas, com revisão pelos pares, qualificações técnicas, treinamentos, ... – enquanto enfrentam a pressão do mercado concorrencial, tomado pelo uso de inteligência artificial, livre de amarras burocráticas.

Muito se tem falado do caso de certo banco que está oferecendo os serviços de contabilização e gestão financeira simplificados, graças à utilização de inteligência artificial. Enquanto muitos colegas contadores questionam quem irá regulamentar tal atividade, uma questão ainda mais controvertida deveria ser debatida: com a inteligência artificial substituindo toda a tecnologia dos sistemas contábeis atuais, o que restará como atividade às Firmas de Auditoria?

É inevitável notar que a tecnologia que temos hoje é ultrapassada. O Excesso de treinamentos condicionados à cada sistema, a necessidade de alimentação de dados em repetição e os diversos sistemas que não acompanham as mudanças nos formatos das informações contábeis são alguns dos pontos que indicam a obsolescência.

A inteligência artificial traz consigo a capacidade da comunicação entre sistemas, livre do retrabalho humano. Tal fato pode soar como uma questão aterrorizadora e que colocará um fim às Firmas de Auditoria, mas isso não é verdade. Há aspectos positivos que podem ser constatados no contexto.

Nessa perspectiva Jack Ma, Cofundador e Presidente Executivo do Grupo Alibaba, em uma de suas palestras destacou que “os seres humanos têm sabedoria enquanto a inteligência artificial não possui”, e continuou enfatizando que “os seres humanos têm alma, crenças, valores,...” e assim reforçando que a capacidade de valoração, intuição e criatividade é estrita aos seres humanos.

Deste modo, ainda que as máquinas possam identificar imediatamente inconsistências nas informações contábeis, e tenham parâmetros e critérios lógicos de análise, contudo a análise humana subsiste por sua capacidade de engenhosidade e justificação em critérios abstratos, singulares à cada indivíduo, quebrando algoritmos.

Consequentemente resta às Firmas de Auditoria investirem tanto em inteligência artificial como no capital humano de senso crítico, uma vez que a interação de ambos será o futuro do mercado – e seu novo formato de atividade.


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